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Chefe da PF nega monitoramento de Mendonça e cita ordem de Moraes

ResumoAndrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, negou ter ordenado monitoramento ilegal do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Rodrigues afirmou que os relatórios de inteligência sobre Mendonça foram produzidos para cumprir determinação judicial do ministro Alexandre de Moraes, também do STF.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, negou ter determinado monitoramento ilegal do ministro André Mendonça, do STF, e afirmou que os relatórios de inteligência foram produzidos para cumprir determinação judicial de Alexandre de Moraes.

Sérgio Tadeu Mafra
Sérgio Tadeu Mafra Repórter de Economia Regional · 13 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Chefe da PF nega monitoramento de Mendonça e cita ordem de Moraes

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, negou ter determinado qualquer monitoramento ilegal do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, e afirmou que os relatórios de inteligência que levaram ao afastamento temporário do magistrado foram produzidos regularmente para cumprir determinação judicial do ministro Alexandre de Moraes. A manifestação foi apresentada ao presidente do STF.

Em resumo, o chefe da PF sustenta que os relatórios não partiram de iniciativa própria da corporação, mas de uma ordem judicial. A defesa de Andrei Rodrigues foi encaminhada ao presidente do Supremo, no contexto do processo que resultou no afastamento temporário de Mendonça.

O caso coloca em lados opostos duas versões sobre a origem dos documentos. De um lado, a negativa do diretor-geral da PF de que houvesse monitoramento ilegal. Do outro, a afirmação de que os relatórios de inteligência seguiram determinação judicial de Moraes. Não há, na fonte, detalhamento sobre o conteúdo dos relatórios nem sobre o período em que foram produzidos.

A manifestação foi dirigida ao presidente do STF, sem que a fonte informe o nome de quem ocupa o cargo atualmente. O texto também não esclarece se o afastamento temporário de Mendonça já foi revertido ou se segue em vigor. Esses pontos devem aparecer nos próximos desdobramentos do caso.

Para quem acompanha a economia mineira, o episódio interessa menos pelo ruído institucional e mais pelo efeito sobre a previsibilidade das decisões que chegam ao interior. Segurança jurídica é insumo de investimento: quando a origem de um relatório vira disputa pública, o empresário que planeja ampliar uma fábrica ou abrir uma filial espera definição antes de assinar contrato. Não é alarme, é cautela.

A tendência, nos próximos meses, é que a discussão se concentre em quem autorizou o quê e com base em qual determinação. Até que isso seja esclarecido, o mercado deve operar com o de sempre: pé no chão e olho na próxima decisão.

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