Madame Satã: boate teria recebido festa de Vorcaro em 2023
A boate Madame Underground Club, o Madame Satã, no Bixiga, teria recebido em 2023 uma festa organizada pelo banqueiro Daniel Vorcaro. Em nota, a casa afirma que o local foi locado a uma produtora terceirizada.
A boate Madame Underground Club, conhecida como Madame Satã, tem sido apontada como o local que teria recebido, em 2023, uma festa organizada pelo banqueiro Daniel Vorcaro. A casa de show fica no bairro do Bixiga, na região central de São Paulo, e é um símbolo da cultura underground paulistana desde a década de 1980.
Em nota publicada nesta sexta-feira (11) em sua rede social, a equipe do Madame afirmou que, "nos dias em que a casa não opera com sua programação cultural habitual, suas instalações ficam disponíveis para locação com finalidades diversas". No caso da data em que teria ocorrido a festa de Vorcaro, o texto explica que o espaço foi "locada para uma agência/produtora de eventos terceirizada", sem "negociação direta entre a administração do clube e a pessoa física mencionada nas reportagens recentes".
A nota reforça ainda que a organização, a lista de convidados, o teor e a condução do evento são de responsabilidade exclusiva dos contratantes e produtores.
O que é o Madame Satã e por que ele importa para a noite de SP
Batizado em homenagem à Madame Satã, figura emblemática da boemia carioca e símbolo da vida noturna da Lapa, o espaço surgiu na onda do new wave dos anos 1980 e abraçava outros gêneros, funcionando como uma espécie de discoteca. Por lá passaram nomes como Rita Lee, Marisa Orth, João Godo e Kid Vinil, além de bandas como RPM, Titãs, Ira! e Legião Urbana, que fizeram alguns de seus primeiros shows no local.
Após um longo período fechada, a casa noturna voltou à ativa em 2012, adotando apenas o nome Madame, e se tornou patrimônio histórico da cidade de São Paulo. Hoje, o espaço reúne eventos de música gótica, pós-punk, dark wave e EBM, conta com uma hamburgueria e tem palco com capacidade para 350 pessoas.
O que a nota da boate esclarece
A publicação do Madame separa dois papéis: a casa como espaço físico alugado e a produtora terceirizada como responsável pela festa. Segundo o texto, não houve tratativa direta entre a administração do clube e o banqueiro citado nas reportagens recentes. A definição de quem entrou na lista, como o evento foi conduzido e qual era o seu teor ficou a cargo dos contratantes e produtores.
Para quem acompanha a cena underground paulistana, o episódio coloca em evidência um modelo comum em casas de show: quando não há programação cultural própria, o espaço é cedido para eventos de terceiros, e a responsabilidade sobre o que acontece na noite migra para quem aluga. O Madame segue como patrimônio da cidade e ponto de referência da noite alternativa de São Paulo.